Portas Vilaseca Galeria | IJÓ OMI PẸ̀LÚ ILẸ̀ – A dança da água com a terra, de Nádia Taquary
A mostra ocupa os três andares da sede da galeria em Botafogo, reunindo treze obras inéditas que investigam a relação entre as águas primordiais e a terra. O ponto de partida é o orixá ÒṢÙMARÈ, deus da transição e da transformação, associado às águas do orvalho e ao arco-íris. Oxumarê é comumente ligado às cobras — Dan, em iorubá — que, segundo o mito, chegaram ao mundo como infinitas luzes coloridas em forma de serpentes. É o animal que, ao morder o próprio rabo, nos abençoa com o poder do infinito e da transmutação, dissolvendo a dualidade e conferindo potência a tudo aquilo que se transforma.
Nas obras em exibição, Taquary mantém-se mestra na arte de fiar miçangas — técnica que desenvolve a partir de referências africanas —, combinando-as a búzios, couros e metais, em uma produção que inaugura um novo capítulo na escultura brasileira. Vale destacar sua presença como uma das poucas mulheres escultoras com espaço institucional consolidado, uma conquista ainda rara no cenário contemporâneo.
IJÓ OMI PẸ̀LÚ ILẸ̀ – A dança da água com a terra, de Nádia Taquary
Portas Vilaseca Galeria | Rua Dona Mariana, 137, casa 2, Botafogo
Abertura: terça, 15 de setembro de 2026, às 19h
De de 16 de setembro a 24 de outubro de 2026
Terça a sexta, das 11h às 19h; sábados, das 11h às 17h
Entrada gratuita