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MASP oferece cursos de férias online em julho e agosto

13/07/2021 - Por ArtRio

Em 2020, devido às restrições que a pandemia provocou, o MASP Escola migrou para o ambiente digital e, pela primeira vez, realizou cursos 100% online. Dos 37 cursos realizados no ano, 30 foram oferecidos no formato online e com a participação de 2.276 alunos de diversos estados do Brasil e até de outros países, já que, nesse formato, puderam acessar as aulas de qualquer lugar. A lista inclui alunos de locais como Pernambuco, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Chile, Reino Unido e México. Agora para as férias, o museu oferece cinco novos cursos online com início ao final de julho e início de agosto.

Cada um dos novos cursos conta com vagas limitadas e inscrições que devem ser feita pela página oficial do museu. Cada curso custa a partir de R$ 240 (Amigo MASP tem 15% de desconto). O MASP Escola oferece bolsas de estudo para professores da rede pública em qualquer nível de ensino. Para concorrer a uma delas, os interessados devem preencher o cadastro disponível por meio da opção “Solicitação de bolsas para professores” na página de cada curso.

Todas as aulas serão transmitidas ao vivo e contam com uma infraestrutura de atendimento e interatividade para promover uma experiência ativa e dinâmica de aprendizado. Participantes também podem acessar as gravações posteriormente, disponíveis por tempo limitado de acordo com o curso. Todas as aulas serão transmitidas ao vivo e contam com uma infraestrutura de atendimento e interatividade para promover uma experiência ativa e dinâmica de aprendizado. Participantes também podem acessar as gravações posteriormente, disponíveis por tempo limitado de acordo com o curso.

Leituras da arte do Brasil na coleção do MASP | Com Luiza Interlenghi
Às segundas e quartas: 26 e 28.7 e 2,4 e 9.8.21 | Das 19h às 21h30

O objetivo das aulas é exercitar a leitura de obras do acervo do MASP, refletir sobre temas como a paisagem, os ritos, os retratos, a abstração, o olhar feminino e a crítica institucional. O que artistas como Lúcia Laguna, Emanuel Araújo, Dora Longo Bahia, Heitor dos Prazeres, Mestre Didi, Di Cavalcanti, Portinari e Frans Post dizem sobre a arte no Brasil? Serão indicadas ferramentas conceituais para estas análises e para a compreensão do campo da arte e de suas relações com a sociedade. Pensadores, artistas, curadores e ensaístas internacionais como Anne Cauquelin, Donald Preziosi, Walter Mignolo e brasileiros, como Sérgio Buarque de Holanda, Joel Rufino, Hélio Oiticica, Aracy Amaral, Adriano Pedrosa e Lilia Moritz Schwarcz contribuirão para as análises e reflexões.

A arte negra como escrita da história: palavras, imagens e encenações | Com Maria Dolores Rodriguez
Às terças e quintas: 20, 22, 27 e 29.7 e 3 e 5.8.21 | Das 18h30 às 20h30

Quais são os modos negros de narrar a história e de produzir arte? Alunos irão pensar nisso a partir de palavras, imagens e encenações que compõem textos literários, obras visuais e outras formas de produções artísticas negras, como os blocos afros, outras teatralidades e músicas. Os participantes do curso irão ainda analisar as limitações conceituais para a arte e como e onde a arte negra se encontra nessa discussão, discutir como a representação pode ser um dispositivo restritivo, questionar as limitações da disciplinaridade e do tempo e o papel deles na produção de violências e identificar o lugar do corpo e a possibilidade de inscrições negras para a arte e para a história.

A ditadura pela perspectiva travesti | Com Amora Moira
Às terças e quintas: 27 e 29.7 e 3, 5 e 10.8.21 | Das 19h às 21h

A partir dos anos 1960, a presença travesti vai se fazendo cada vez mais marcante nas grandes cidades brasileiras. No começo da década seguinte, cirurgias de redesignação sexual começam a ser feitas no Brasil. Os anos 1980 viram a publicação das primeiras autobiografias escritas por pessoas trans e travestis. Ponto comum que atravessa essas três décadas é a ditadura militar, em vigor de 1964 a 1985. Essa presença incontornável de pessoas trans e travestis motivará uma série de reações, seja por parte do Estado, seja por parte da mídia hegemônica ou da sociedade civil. O que são esses seres que passam a colocar em questão as noções consolidadas de homem e mulher, de masculino e feminino? Foi só a partir de então que pessoas trans e travestis passaram a existir ou é possível encontrar registros de sua existência desde datas bem remotas? De que maneira os nascentes movimentos homossexual e feminista, ambos protagonizados por pessoas cisgênero, discutiam e lidavam com as narrativas trans e travestis? Existe diferença entre travesti e transexual? Eis algumas das questões que serão abordadas ao longo dos cinco encontros do curso.

A iconografia das “mulheres fortes” | Com Juliana Ferrari Guide
De segunda à sexta: 2, 3, 4, 5 e 6.8.21 | Das 19h30 às 21h30

As fontes históricas da Antiguidade e a tradição do Velho Testamento legaram às artes as histórias de muitas mulheres notáveis, como é o caso de Cleópatra, Lucrécia, Suzana, Judite e Tomíris. Muitas pinturas, esculturas e textos foram produzidos em âmbito renascentista e barroco sobre estas figuras, com ênfases variadas nos possíveis sentidos eróticos, religiosos, moralizantes e políticos de suas trajetórias. No curso serão estudadas as iconografias dessas “mulheres fortes” – assim nomeadas do século 17 em diante – a partir de obras de artistas italianos, entre eles mulheres artistas como Artemisia Gentileschi e Lavinia Fontana. Inevitável, portanto, que seja abordada uma questão hoje bastante debatida pela historiografia: há especificidades importantes na representação dessas personagens quando as artistas são mulheres?

Introdução à história da arte pelo acervo do MASP | Com Felipe Martinez
De segunda à sexta: 2, 3, 4, 5 e 6.8.21 | Das 19h30 às 21h30

Este curso contará uma breve história da arte pela coleção do MASP. Essa história vai incluir obras de artistas consagrados, como Cézanne, Van Gogh e Tarsila do Amaral, e a produção contemporânea de artistas presentes em exposições recentes, como Histórias Afro-atlânticas (2018) e Histórias das mulheres, histórias feministas (2019). As aulas serão baseadas nas obras presentes no acervo do museu, mostrando a versatilidade e a riqueza de sua coleção.


Na imagem: Giovanni Pellegrini, ‘A rainha Tômiris’, 1710-20, acervo MASP, doação Moinho Santista S.A., 1947

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